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domingo, 21 de junho de 2015

É Ensinando Que Também se Aprende!

Você saberia nos informar quem teria dito a famosa frase: "É ensinando que também se aprende!"
Estamos tratando de uma famosa afirmação do famoso escritor "Paulo Reglus Neves Freire" que ficou conhecido simplesmente por "Paulo Freire", o qual nasceu no dia 19 de setembro de 1921 em Recife, Estado de Pernambuco. Ele aprendeu a ler e a escrever com os pais, à sombra das árvores do quintal da casa onde nasceu. Quando tinha oito anos, sua família teve que se mudar para Jaboatão, a 18 km de Recife, e aos 13 anos perdeu o pai e os seus estudos tiveram que ser adiados. Entrou no antigo ginásio com 16 anos e aos 20 conseguiu uma vaga na Faculdade de Direito no Recife, localizada no estado de Pernambuco. Freire foi casado com a professora primária: Elza Maia Costa Oliveira, com quem teve cinco filhos. Após a morte dela, casou-se com sua ex-aluna, Ana Maria Araújo Freire e viveu com ela até morrer, vítima de infarto, ocorrido na cidade de São Paulo.

O estudo da linguagem do povo foi um dos pontos fortes na elaboração pedagógica desenvolvida por este grande escritor, para o que também foi muito significativo o seu envolvimento com o Movimento de Cultura Popular (MCP) do Recife. Foi um dos fundadores do Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife e também seu primeiro diretor. Através desse trabalho elaborou os primeiros estudos de um novo método de alfabetização, que expôs em 1958. 

As primeiras experiências do método desenvolvido por Paulo Freire começaram na cidade de Angicos, no Rio Grande do Norte, em 1962, onde 300 trabalhadores foram alfabetizados em 45 dias. No ano seguinte, foi convidado pelo então presidente João Goulart para repensar a alfabetização de adultos em âmbito nacional. 


Como Paulo Freire Superou o Golpe Militar e seu Exílio no Chile!






Ele foi vítima do golpe militar ocorrido em 1964, o qual interrompeu os seus trabalhos e reprimiu toda a mobilização popular.  Devido sua bondade em ensinar especialmente para os mais pobres e oprimidos, tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e também na África. Acreditamos que pelo mesmo motivo já citado, sofreu uma perseguição árdua do regime militar no Brasil (1964-1985), sendo preso e forçado ao exílio.  Outros afirmam que teria sido preso por ser acusado de comunista. Foram 16 longos anos dolorosos de exílio, mas também muito produtivos: passou cinco anos no Chile, na atividade de consultor da Unesco, no Instituto de Capacitação e Investigação em Reforma Agrária; depois, uma mudança para Genebra, na Suíça em 1970, para trabalhar como consultor do Conselho Mundial de Igrejas, onde desenvolveu programas de alfabetização para a Tanzânia e Guiné-Bissau, tendo ajudado também em campanhas no Peru e Nicaraguá. No ano de 1980, voltou definitivamente ao nosso país, atuando como professor da PUC-SP e da Universidade de Campinas (Unicamp). 
Uma de suas experiências mais significativas foi ter trabalhado como secretário da Educação da Prefeitura de São Paulo, na gestão da então prefeita Luiza Erundina (PT), entre os anos de 1989 e 1991. Paulo Freire morreu no dia 2 de maio de 1997, aos 76 anos de idade, em plena atividade de educador e de pensador.

Ele se foi, mas deixou sua grandiosa obra.  É autor de muitos livros na área de Educação como os seguintes: Prática da Liberdade. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1967; Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1970; Extensão ou comunicação? Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1971; Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1976; Cartas à Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em processo. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1977; Educação e mudança. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979; A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo, Cortez, 1982; A Educação na cidade. São Paulo, Cortez, 1991; Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1992; Política e educação. São Paulo, Cortez, 1993; Professora sim, Tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo, Olho D'Água, 1993; Cartas a Cristina. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1994; À sombra desta mangueira. São Paulo, Olho D'Água, 1995. Pedagogia de autonomia. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1996. Pedagogia da indignação. São Paulo, Editora da Unesp, 2000.


Foi considerado pela crítica, como o brasileiro que mais foi homenageado da história educacional, tendo ganhado 41 títulos de Doutor Honoris Causa em diversas universidades por relevantes serviços prestados na área, entre as quais: Harvard, Cambridge e Oxford.

Trechos da Carta de Paulo Freire Dirigida aos Professores
Imagens - Wikipédia
Entre todas as obras de autoria do escritor Paulo Freire destacadas acima, podemos citar a Carta de Paulo Freire aos professores com ênfase em “Ensinar, aprender: leitura do mundo, leitura da palavra”. Não vamos aqui publicar ela na integra, mas aconselhamos que você nosso leitor ou educador, a leia completamente, pois ela é uma verdadeira aula sobre o ensino e a educação no Brasil. Para aguçar sua curiosidade, vamos apenas transcrever alguns trechos abaixo e que achamos oportunos:

... É que não existe ensinar sem aprender e com isto eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende, de um lado, porque reconhece um conhecimento antes aprendido e, de outro, porque, observado a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se, sem o que não o aprende, o ensinante se ajuda a descobrir incertezas, acertos, equívocos”...

...O ensinante aprende primeiro a ensinar, mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado...

...O fato, porém, de que ensinar ensina o ensinante a ensinar um certo conteúdo não deve significar, de modo algum, que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. Não o autoriza a ensinar o que não sabe. A responsabilidade ética, política e profissional do ensinante lhe coloca o dever de se preparar, de se capacitar, de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente. Esta atividade exige que sua preparação, sua capacitação, sua formação se tornem processos permanentes. Sua experiência docente, se bem percebida e bem vivida, vai deixando claro que ela requer uma formação permanente do ensinante. Formação que se funda na análise crítica de sua prática...

... o ato de estudar implica sempre o de ler, mesmo que neste não se esgote. De ler o mundo, de ler a palavra e assim ler a leitura do mundo anteriormente feita. Mas ler não é puro entretenimento nem tampouco um exercício de memorização mecânica de certos trechos do texto...

...Se, na verdade, estou estudando e estou lendo seriamente, não posso ultrapassar uma página se não consegui com relativa clareza, ganhar sua significação. Minha saída não está em memorizar porções de períodos lendo mecanicamente duas, três, quatro vezes pedaços do texto fechando os olhos e tentando repeti-las como se sua fixação puramente maquinal me desse o conhecimento de que preciso...

...Ler é uma operação inteligente, difícil, exigente, mas gratificante. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume, diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade, sujeito da leitura, sujeito do processo de conhecer em que se acha. Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido; daí, entre outros pontos fundamentais, a importância do ensino correto da leitura e da escrita. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. Da compreensão e da comunicação...

...Certa vez, uma alfabetizanda nordestina discutia, em seu círculo de cultura, uma codificação que representava um homem que, trabalhando o barro, criava com as mãos, um jarro. Discutia-se, através da "leitura" de uma série de codificações que, no fundo, são representações da realidade concreta, o que é cultura. O conceito de cultura já havia sido apreendido pelo grupo através do esforço da compreensão que caracteriza a leitura do mundo e/ou da palavra. Na sua experiência anterior, cuja memória ela guardava no seu corpo, sua compreensão do processo em que o homem, trabalhando o barro, criava o jarro, compreensão gestada sensorialmente, lhe dizia que fazer o jarro era uma forma de trabalho com que, concretamente, se sustentava. Assim como o jarro era apenas o objeto, produto do trabalho que, vendido, viabilizava sua vida e a de sua família.

...Agora, ultrapassando a experiência sensorial, indo mais além dela, dava um passo fundamental: alcançava a capacidade de generalizar que caracteriza a "experiência escolar". Criar o jarro como o trabalho transformador sobre o barro não era apenas a forma de sobreviver, mas também de fazer cultura, de fazer arte. Foi por isso que, relendo sua leitura anterior do mundo e dos que fazeres no mundo, aquela alfabetizanda nordestina disse segura e orgulhosa: "Faço cultura. Faço isto"...

Conclusão:
Na nossa humilde visão, os escritos de Paulo Freire, como verificamos nos poucos trechos acima e que foram publicados na carta dirigida aos professores, embora tenham sido escritos a algum tempo, eles ainda são atuais e estão além de nosso tempo, ou seja, nosso modelo de formação hierarquizada e fragmentada dificulta o apreender, ensinar e a praticar uma educação qualificada, pois as escolas formam muito rapidamente e pecam na qualidade e competência para a arte de ensinar. Contudo não é culta dos profissionais ora formados por este sistema, como verificamos em sua frase "ninguém ensina aquilo que não sabe".  É preciso repensar urgentemente nosso modelo atual de ensino, aprendizagem e formação de professores, onde temos verificado, no caso do ensino da matemática, hoje um tipo de professor chamado por muitos como algebristas que se julga o onipotente ou aquele que sabe tudo, enquanto que seus alunos são incompetentes e nunca sabem ou aprendem satisfatoriamente os conteúdos. Se quiser saber mais sobre o assunto, acesse nossa matéria postada aqui no site como: O Algebrismo na Matemática e, garantimos que vai enriquecer muito seus conhecimentos nesta área.

Verificamos que o grande educador e escritor Paulo Freire, nos revelou que devemos como educadores que somos, promovermos o ensino para a leitura crítica do aluno, ler o mundo e não apenas memorizar fatos sem nexo, ou seja que ele possa compreender e formar sua própria opinião crítica, acerca de todos os fatos como: sociais, econômicos, éticos, políticos, etc. Em termos didáticos ele também argumentou, que enquanto ensinamos também aprendemos, e também que devemos nos preparar constantemente fazendo reciclagens, cursos de preparação, etc. pois segundo ele, ninguém pode ensinar aquilo que não sabe ou que não tenha aprendido.  Ele, nos orientou que a formação de professores deve ser continua e permanente, para estarmos sempre sintonizados com o que vem ocorrendo no mundo, incluindo as sua mudanças em todos os sentidos, como no uso das novas tecnologias, internet, computadores, etc. Para saber mais sobre o uso de recursos tecnológicos na sala de aula, como o uso da lousa digital, entre outros, sugerimos que você acesse nosso conteúdo chamado: Lousa Digital e os Recursos Tecnológicos na Sala de Aula!

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2 comentários:

  1. Bacana sua iniciativa Luiz. Certamente ajudará muitas pessoas que tem dificuldade na matemática.

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    Respostas
    1. Mauro, agradecemos sua visita ao blog e também ao elogio. Nosso objetivo é realmente ajudar quem tenha dificuldades para aprender e mesmo ensinar conteúdos da matemática. Um grande abraço e volte sempre ao site. Obrigado!

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