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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Quatro Dicas Pedagógicas para Ensinar Matemática!

Por que temos muitas dificuldades para ensinar e aprender Matemática?
Acredite, mas ensinar, assim como aprender Matemática não é tão difícil como se imagina. Está claro que nos dias atuais, a Educação Brasileira passa por imensas dificuldades, quando se refere ao ensino com qualidade, especialmente nas disciplinas consideradas pelos especialistas e órgãos governamentais como "mais importantes", como Língua Portuguesa e Matemática. Então, estamos publicando quatro dicas pedagógicas para você aplicar no dia a dia do ensino de Matemática, mas que também podem ser usadas em outras disciplinas. Quando focamos especificamente no ensino de Matemática, a situação é ainda mais agravada, pois temos encontrados dúvidas e dificuldades de aprendizado cada vez maiores. Estas dificuldades estão refletidas nos índices educacionais que são imensamente insatisfatórios nesta e em outras áreas do conhecimento e que colocam nosso país nas últimas posições no quesito Educação.  A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicou um ranking neste ano, em que de 76 países avaliados, o Brasil ocupa a 60º posição, sendo considerado na avaliação os testes de matemática e demais ciências.
A Educação Matemática que também é chamada de Didática Matemática é um campo do conhecimento que estuda as questões relativas ao ensino e aprendizagem desta disciplina, assim como pode promover relações benéficas para proporcionar o aprendizado através de técnicas, descobertas, desafios e novas perspectivas didáticas, baseado como deve ser feito o ensino  desta disciplina de forma correta e diferenciada. Mas, este aprender acontece somente com muita dedicação e empenho de todos envolvidos na comunidade escolar, como professores, alunos e pais, tudo com o apoio dos coordenadores, gestores e diretores escolares, pois todos devem participar ativamente neste propósito, inclusive se mobilizando e apoiando as mudanças com muito empenho e seriedade.

Hoje, estamos buscamos uma nova forma de fazer educação com qualidade, deixando de lado os métodos antigos baseados na educação "bancária" e na decoreba que já não funcionam em tempos atuais. Para que o aprendizado, se dê de forma eficaz e com qualidade, devemos focar agora, uma educação que seja voltada para a vida, ou seja buscando e contando sempre com aquilo que o aluno já trás de bagagem consigo, e a partir de então, propiciando a construção do aprendizado, onde a postura do professor deve se pautar sobretudo, como um mediador deste processo e não mais como aquele que sabe tudo, enquanto que seus alunos nunca sabem nada. Como diz a famosa frase da famosa escritora Cora Coralina, "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina". Note que o mestre atual deve aprender a ensinar motivando, mas aprende também com seus alunos. Aquele aprendiz passivo que estudava e memorizada conteúdos ficou no passado. Os alunos de hoje precisam sentir e perceber que este aprendizado é aplicado em sua vida, ou seja, que ele está presente no seu lar, no programa ou joguinho usado em seu celular, na cozinha de sua casa, nas compras no supermercado, etc. Então, os professores (mediadores) devem usar isso em suas aulas, com o apoio de todos, pois se os gestores pensarem de forma diferente, ou seja "remarem em outro sentido", vamos continuar "patinando" neste tipo de aprendizado. Mas, devemos ficar atentos também para outras questões envolvidas neste processo, como a que expomos a seguir.

Estas novas formas para o ensino e aprendizagem sofreu profundas alterações, principalmente, por novas ideias que nos mostram a influência dos aspectos afetivos no processo educacional, determinando que as questões afetivas, ou seja, termos um bom relacionamento com os educandos também têm um papel crucial no ensino e na aprendizagem de Matemática e também de outros conteúdos escolares.

O sucesso no ensino de Matemática deverá ser feito em etapas, primeiramente investigando sua clientela, para saber de onde surgem as dificuldades e podermos diagnosticar inicialmente o que eles já sabem, pois de nada adianta querermos ensinar por exemplo, probabilidade, se seu aluno não domina porcentagem, decimais, etc.  Hoje, vemos que os alunos são "empurrados" ou promovidos para as séries posteriores, sem terem os conhecimentos mínimos necessários para aprenderem novos conteúdos e acreditamos, que isso tem sido, talvez  uma das causas do insucesso no aprendizado de matemática.

Dicas pedagógicas importantes para ensinar Matemática!






Segundo especialistas em Educação Matemática, para que ocorra progresso na aprendizagem desta disciplina e até de outras áreas do conhecimento, algumas questões devem ser consideradas mais atentamente, tais como:

1. O domínio afetivo em sala de aula
Não há definição clara sobre o que é afeto ou domínio afetivo. De fato, definir claramente que o afeto seria inserir uma racionalidade no emocional. O domínio afetivo, envolve tudo o que se refere ao âmbito da afetividade, incluindo as crenças, atitudes, considerações, gostos e preferências, emoções, sentimentos e valores.

O termo "afeto" de maneira geral se refere a um conjunto muito grande e não bem delimitado dos sentimentos e de estado de humor (estado de ânimo) que diferem da pura cognição. Então, todo bom professor deve primar para manter o bom humor na sala de aula, pois assim pode facilitar o relacionamento e entendimento, tendo em vista que os alunos ficariam mais a vontade para perguntar, questionar e se relacionar com o mediador.

Os aspectos mais destacados que se referem às consequências dos afetos são: o impacto que existe em como os alunos aprendem e utilizam a Matemática. Os afetos determinam os aspectos pessoais em que funcionam os recursos, as estratégias e o controle ao trabalhar as tarefas matemáticas; a influência na estrutura do autoconceito como aprendiz da Matemática; as interações produzidas com os sistemas cognitivo; a influência na estruturação da realidade social da sala de aula; o obstáculo que representa para um aprendiz eficaz. Os alunos que possuem crenças rígidas e negativas sobre a Matemática ou mesmo outras disciplinas e sua aprendizagem são, em geral, aprendizes passivos e trabalham mais a memória do que a compreensão. O que é correto, entender ou decorar? Se quiser saber a resposta, aconselhamos acessar nossa matéria: Devemos Entender ou Decorar os Conteúdos Matemáticos? que fala e nos explica sobre isso de uma forma simples e eficaz.

O ensino não está alheio às concepções sobre o que é o conhecimento matemático; muitas ideias sobre esta disciplina baseiam-se nas diferentes visões da filosofia da Matemática, pois sabemos que existe muita divergência entre os vários especialistas no assunto. Por isso, cabe aos professores se confrontarem com as próprias visões que têm da Matemática e que, sem dúvida, influenciam nas suas práticas de ensino.  Aquilo que pode funcionar numa escola ou numa sala, muitas vezes podem não se adequar em outras turmas ou para diferentes clientelas.

2. As crenças dos alunos para um aprendizado eficaz
Ela possui um forte componente afetivo, incluindo crenças relativas à autoconfiança, ao autoconceito e às causas do sucesso ou do fracasso escolar. São crenças relacionadas à noção de meta-cognição e de autoconsciência. O aluno deve acreditar na sua capacidade de aprendizado, assim como seu professor também. Devemos ter muito cuidado para nunca desiludir o educando, quando tratarmos dos erros matemáticos que são cometidos, pois eles são importantes para entender o pensamento e o raciocínio deles e podem nos ajudar muito na construção do conhecimento, pois nos possibilita investigar o raciocínio e corrigir as imperfeições cometidas.  Melhor o aluno errar fazendo sua tarefa, prova, etc., do que nunca errar por medo ou falta de participação no seu aprendizado.

3. As atitudes e o interesse pelo aprendizado
A atitude é considerada como uma pré-avaliação, que pode ser positiva ou negativa e que determina as intenções pessoais e influi no comportamento. A atitude constitui-se de três componentes: 
a) um cognitivo, que se manifesta nas crenças implícita; 
b) outro afetivo, que se manifesta na aceitação ou repúdio das tarefas propostas ou da matéria; e finalmente; 
c) o intencional, que representa a tendência a um certo tipo de comportamento. 
Mas, resumidamente o professor deve ter sempre uma atitude positiva para motivar os alunos ao aprendizado de uma forma mais agradável e isso depende muito da didática adotada em sala de aula.  As atitudes em relação à Matemática referem-se ao destaque que é dado à disciplina, bem como ao interesse por essa matéria e ao seu aprendizado. O aspecto afetivo é central nestas questões e, usualmente, mais intenso do que o cognitivo. O afetivo manifesta-se em termos de interesse, curiosidade, respeito pelo professor, satisfação, angústia, medo, tédio, pressa e ansiedade.

As atitudes matemáticas, ao contrário, restringem-se aos aspectos cognitivos e referem-se ao modo de se utilizar capacidades gerais como flexibilidade e agilidade de pensamentos, espírito crítico, objetividade, generalização etc.
As atitudes não se restringem ao campo consciente, muitas delas, ao contrário, pertencem à ordem do inconsciente e podem ser encaradas sob a forma de perspectiva psicanalítica.

4. As emoções e a motivação em sala de aula
As emoções são respostas organizadas, além da fronteira dos sistemas pedagógicos, incluindo o fisiológico, o cognitivo, o motivacional e o sistema experimental. Elas surgem como resposta a um acontecimento interno ou externo, que possui uma carga de significados positivo ou negativo para o indivíduo.

As crenças dos alunos e professores sobre o papel que cada um desempenha na estruturação da realidade social da sala de aula, dentro da qual se ensina e se aprende, dão consistência ao significado dos atos emocionais. Alguns alunos que não rendem ou que não fazem seus trabalhos, com certeza podem estar desmotivados e aí com certeza deve entrar outros recursos adicionais, como o uso de novos métodos mais motivadores, usando de brincadeiras e jogos matemáticos nas aulas, os quais podem nos ajudar na superação deste problema.

CONCLUSÃO:
Na nossa modesta opinião, não existe a receita do bolo para ensinar Matemática ou qualquer outra disciplina com eficiência e qualidade, o que existe são salas diferentes, alunos diferentes, escolas diferentes, alguns com mais e outros com menos problemas e dificuldades. Então, cada professor deve encontrar o seu método mais eficaz, buscando a solução para os problemas didáticos, através da motivação, respeito, e colocando-se empaticamente no lugar dos alunos.  É claro que usar criteriosamente da tecnologia, dos jogos didáticos e brincadeiras no bom sentido, sempre vão ajudar neste propósito. Como verificamos na matéria, se não unirmos forças para vencer os novos desafios educacionais, seja no ensino de Matemática, Língua Portuguesa ou demais Ciências, englobando professores, pais, gestores e até o nosso governo não vemos, no curto prazo, melhoras significativas para a Educação. Se quiser encontrar mais dicas pedagógicas para a educação, com foco no aprendizado de Matemática, recomendamos acessar nosso marcador chamado: Pedagogia!
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