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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Avaliação da Aprendizagem

Existem muitas formas de avaliações da aprendizagem que são praticas aqui em nosso país e em muitas outras partes do mundo. Entre elas, destacamos as avaliações internas e as externas, as quais na maioria das vezes são auferidas por uma nota numérica ou por uma letra conceitual. As avaliações internas são aquelas que as próprias escolas produzem ao longo de todo o ano letivo, que podem ser mensais, bimestres, semestrais, anuais, enquanto que as externas são aquelas efetuadas por órgãos externos, tais como prova Brasil, Enem, Olimpíadas, etc. 

Podemos afirmar que as avaliações do ensino e da aprendizagem, durante muitos anos, tem sido efetuadas para cumprimento de uma rotina burocrática, com o objetivo de atender ao sistema escolar, promovendo ou reprovando os alunos regularmente matriculados. Para isso, normalmente usamos uma forma de atribuir notas ou conceitos em certos intervalos de tempo, para que a escola, assim como todos demais interessados, tais como, pais, alunos(as), diretores, gestores e professores possam visualizar e acompanhar o rendimento escolar em todas etapas do ano letivo. No entanto, uma avaliação deve ir além da nota e da tarefa burocrática de atribuir um conceito final, pois devemos verificar ainda a contextualização da avaliação a partir de seu histórico e de conceitos que lhe são atribuídos. 

São muitas as duvidas que surgem sobre a forma correta de avaliarmos o desempenho dos alunos nas escolas no Brasil. Em muitas situações, os professores avaliam os seus alunos através da aplicação de provas e testes mensais, bimestrais, anuais, inclusive aplicando exames periódicos para todos estudantes, incluindo todas as disciplinas cursadas por eles. Em muitas outras situações é sugerido pelos gestores que a avaliação seja contínua e que englobe também o desempenho e participação do aluno na sala de aula ao longo de determinada etapa de aprendizado, assim como que englobe as tarefas e trabalhos realizados extra-classe. 

Será que devemos priorizar o modelo tradicional de avaliação? 
Quando usamos esse modelo avaliativo, somando as notas e classificando os alunos, certamente vamos criar um ambiente competitivo, e talvez o resultado dessa prática, serão produzirmos alunos desmotivados, que estudam em busca de tirar boas notas, quando o ensino poderia estar se desenvolvendo muito mais do que isso.

A avaliação tradicional baseada em notas e provas, ou seja, aquela que fornece um resultado mensurável e quantitativo representado por uma nota final, pode fornecer aos pais, responsáveis e aos alunos maior segurança em termos de controle, mas segundo especialistas é um método vago, uma vez que apenas aponta falhas no processo de aprendizagem. Alguns críticos, dizem que além de discriminar e selecionar, esse sistema reforça a ideia de uma escola direcionada para poucos e que, segundo alguns especialistas não estaria valorizando os aspectos qualitativos da aprendizagem.







A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) avançou e mudou a concepção de avaliação, determinando que a avaliação qualitativa deva prevalecer sobre os aspectivos quantitativos. Além disso, segundo essa Lei, a avaliação do desempenho do alunos deve ser contínua e cumulativa e não são só com a utilização de provas finais que serviriam como base da avaliação.

É preciso compreender que, muito mais do que reger o dia a dia da escola, esta concepção, se bem praticada, contribui para a construção de uma sociedade em que a cooperação impera sobre a competição. O ambiente escolar deve ser então, um terreno fértil para a formação da autonomia moral dos alunos.


Os Principais Métodos de Avaliações no Ensino de Matemática!

Pesquisando sobre os métodos de avaliações que estamos praticando no ensino de Matemática, encontramos um artigo interessante que nos intrigou profundamente sobre a forma "equivocada" com que alguns educadores dessa disciplina vêm tratando os erros cometidos pelos alunos no ensino de matemática. Ele nos fala sobre uma forma alternativa de avaliar, ensinar e encarar o ensino e aprendizado de Matemática, destacando a participação dos alunos e a alegria em participarem ativamente da aula. Para eles a participação e a vontade de aprender é o suficiente, não importando com os acertos e a qualidade, assim como com os erros cometidos na forma de conduzir o aprendizado dos alunos. 

Nesse sentido tivemos conhecimento de um artigo que foi publicado no jornal chamado Elementary School Journal, Vol. 93 (1992), no qual E. T. Putnam e outros três autores entusiastas dessa nova forma de ensinar e avaliar o aprendizado em matemática, publicaram o artigo Teaching Mathematics for Understanding. Nessa matéria eles resumem as observações sobre o trabalho desenvolvido em sala de aula realizado por quatro professores de 5ª série em algumas escolas nos USA. Dois de seus professores, Sandra e Valérie, são entusiastas das novas técnicas matemáticas e dessa que ficou conhecida como nova ordem que vem sendo discutida naquele país. Os outros dois professores chamados Jim e Karen usaram métodos tradicionais de ensino e aprendizagem.

Sandra teria sido muito hábil em fazer com que seus alunos trabalhassem em grupos. Contudo, num exercício ela mostra equivocadamente aos alunos que para se obter o perímetro de um campo retangular, se multiplica o comprimento pela sua largura. Em outro projeto ela calcula o volume de uma caixa de areia multiplicando seu comprimento e largura expressos em jardas, e então multiplicando esse produto pela altura da caixa expressa em pés. (Note que não foi observado que são unidades de medida diferentes).
Então, em uma entrevista, Sandra conta que enquanto estava trabalhando no problema da caixa de areia, os alunos lhe perguntaram o que era um pé cúbico. Disse ela: "Você sabe, o fato é que eu não sabia responder essa pergunta. Mas eu pensei e pensei, e então me lembrei de como se mede um cubo". Nem Sandra e nem seus alunos se deram conta de seus dois erros praticados que foram evidentes. Apesar desses erros cometidos, os autores do artigo declaram que Sandra seria considerada como "uma professora exemplar". Sandra foi louvada por conseguir que seus alunos sentissem prazer em seu esforço cooperativo para resolver problemas que foram retirados do contexto de situações problema vivenciados do mundo real. Achar e aprender a resposta correta era o menos importante para a aprendizagem, do que sentir satisfação em trabalhar e participar na resolução do problema.

Valérie, por sua vez também cometeu um erro igualmente abismal. A tarefa era achar o número médio de vezes que seus trinta estudantes tinham tomado sorvete nos últimos oito dias. Segundo o artigo mencionado, isso foi "resolvido" dividindo 30 por 8, e obtendo-se 3,75 que foi arredondado para 4.
Como ocorreu com Sandra, nem Valérie e nem seus alunos deram-se conta que suas respostas estavam completamente erradas. Apesar disso, os autores do artigo perdoaram os erros sob a justificativa de que Valérie teria sido muito hábil em fazer com que os alunos usassem suas experiências do cotidiano. Mais ainda assim, ela teria conseguido impressionar os alunos com "a utilidade e a relevância das médias". O fato que a professora e os alunos tenham falhado completamente no cálculo da tal média foi considerado apenas um detalhe sem importância, e nenhum demérito fora atribuído a sua forma de ensinar.

Quanto a Jim e Karen, que foram os dois professores que usaram métodos de ensino clássicos, os autores do artigo não se impressionam pelo fato de que os respectivos alunos tenham saído-se bem em testes para avaliar o aprendizado. Ambos foram castigados e penalizados por não apreciarem os métodos com inovações e participações dos alunos nas atividades, apesar dos acertos apurados na forma de aprendizagem. 

Será que é importante avaliar a qualidade na educação?
Analisando o artigo descrito acima, vemos que essa nova forma de ensinar que somente avalia a participação do aluno em sala de aula, pouco se importando com a qualidade do aprendizado, ou com os acertos nos testes matemáticos vem sendo praticada em muitas escolas pelo mundo afora. O que é deplorável é que nada foi relatado sobre a incompetência das duas professoras que revelaram-se ignorantes, e que, ao contrário, o artigo a tenham elogiado. Sandra e Valérie por terem achado modos de fazer com que seus alunos trabalhassem de uma forma partcipativa nos problemas foram muito elogiadas pelo jornal. Não é por nada, que alguns especialistas tratam essa chamada Nova Matemática de "matemática fuzzy" ou seja admite uma multiplicidade de valores para trabalhar em sala de aula, como corretos nesse tipo de aprendizagem, ou seja ensinar a matemática, sem importar muito com os acertos ou com as respostas corretas, ou seja qualquer tentativa de trabalho inovadora e participativa é considerada significante, mesmo quando ocorrerem equívocos, tais como o que fora verificado no artigo citado.

Os Conteúdos da Matemática Integral 
A Nova Matemática, como as vezes é chamada, tem grandes objetivos: deixar de lado o ensino voltado para os exercícios e ajudar os alunos a entender e gostar dos conceitos matemáticos. Contudo, na prática, tem sido um amontoado de bobagens. A exercitação é trocada pela teoria e pela ideia de que os alunos não devem ser receptores passivos de regras mas sim descobridores, gentilmente guiados pelos professores, os quais são co-aprendizes e não autoridades com lições a ensinar. Assim, as respostas corretas também não são tão importantes. Alguns opositores chamam isso de Matemática Integral, pois os alunos frequentemente acabam adivinhando as respostas, de um modo similar ao que ocorre no modismo do Inglês Integral, onde os alunos tentam adivinhar palavras que não conseguem pronunciar. 

Em verdade, esses vagos objetivos incluem atividades de aula que pouco tem a ver com matemática e abrangem uma gama maior de conteúdos muitas vezes não ligados diretamente com esse ramo da ciência. No livro Secondary Math que trata-se de uma abordagem integrada e focada em Álgebra, temos incluída a poesia de Maya Angelou, fotos do Presidente Clinton e de gravuras africanas em madeira, sermões sobre nossos pecados ambientais, e mais fotos de alunos chamados Tatuk e Estéban, dando conselhos sobre a vida. Também contém elogios à mulher de Pythagoras e faz profundas perguntas como "qual papel devem desempenhar os zoológicos em nossa sociedade?". Contudo, as equações só aparecem na página 165, e a primeira vez que uma equação de primeiro grau é resolvida ocorre somente na página 218 e a resolução ainda é feita por tentativas.

Pior ainda, a Nova Matemática adotou o clássico cozido de obsessões das faculdades de educação sobre sentimentos, auto-estima e toda uma agenda de itens politicamente corretos.
Assim vemos que a Nova Matemática tornou-se um veículo para o agressivo multiculturalismo que se alastra pelas escolas. O material produzido pelo NCTM (National Council of teachers of Mathematics), que está produzindo a Matemática Integral, está cheio de sugestões para implementar o multiculturalismo nas aulas de matemática. Muitos apoiam essa causa, enquanto que outros criticam essa nova forma de encarar o aprendizado de Matemática, mas como tudo ainda é muito novo, somente saberemos o resultado no futuro para avaliarmos essa nova postura de ensino e aprendizagem nessa importante disciplina escolar.  
Baseado no artigo "A Nova Nova Matemática (Math Wars - A matemática dos educadores) publicado pelo portal da ufrgs".

CONCLUSÃO!
Quem está com a razão? Como devemos avaliar os alunos? No nosso entendimento, usar o método de avaliação proposto pela LDB conforme essa lei determina, ou seja priorizando a qualificação em detrimento da quantificação, não traduz a realidade praticada nas avaliações externas. Observamos que para quantificar a qualidade da educação, esses exames estão nos cobrando somente a quantificação, uma vez que o candidato é avaliado pelos acertos que produz e recebe uma nota por isso. Então, vemos uma verdadeira contradição em termos de avaliações escolares que estão mais confundindo, do que orientando as escolas para produzir mais qualidade na educação como é amplamente cobrado por todos. Por outro lado, sabemos que a participação do aluno em sala de aula é muito positiva, mas não podemos concordar com alguns especialistas que apoiam ou acobertam os erros e equívocos praticados no ensino de Matemática. No entanto sabemos que o que mais importa é que o aluno aprenda, e que esteja preparado para no futuro exercer satisfatoriamente uma profissão, ser um cidadão consciente, prestar e ser aprovado num concurso e se inserir na sociedade de forma honesta, com empenho e competência.

Finalizando, gostaríamos que o leitor deixasse sua opinião sobre o artigo para que todos pudessem avaliar e quem sabe até mudar nossa forma de cobrar resultados educacionais.

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Sem mais nada a acrescentar e no aguardo de sua participação, agradecemos a todos pela visita e apoio. Muito Obrigado!
A Matemática Aqui é Simples e Descomplicada!

   




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